Processo 2815/16.9BELSB.CS1
1. A data de ingresso do militar no Quadro Permanente (QP) é a constante do documento oficial que lhe atribui o posto fixado para início da carreira, não existindo automaticidade entre a conclusão da licenciatura e o ingresso no quadro especial; 2. Tendo o recorrente ingressado no QP do quadro especial de Pilotos Aviadores em 2007-09-21, é-lhe aplicável a nova redação do art. 170.º, n.º 2, al. a), do EMFAR, introduzida pelo DL n.º 310/2007, de 11 de setembro, que aumentou de 8 (oito) para 12 (doze) anos o tempo mínimo de serviço efetivo exigido para o abate ao QP sem pagamento de indemnização; 3. A aplicação do novo período de permanência aos militares cujo ingresso no quadro especial ocorreu após a entrada em vigor do DL n.º 310/2007 não viola os princípios constitucionais da igualdade, da proporcionalidade, da proteção da confiança ou da liberdade de escolha da profissão, mostrando-se justificada pelo especial investimento público na formação dos pilotos aviadores e pela necessidade de salvaguarda da capacidade operacional das Forças Armadas; 4. Não demonstrada qualquer atuação ilícita da Administração quanto ao período decorrido entre a conclusão da formação no estrangeiro, o reconhecimento administrativo da respetiva conclusão e o ingresso no QP, não se mostra preenchido o pressuposto da ilicitude da responsabilidade civil extracontratual, ficando prejudicado o conhecimento dos demais pressupostos, de verificação cumulativa; 5. Não padecendo a sentença recorrida de erro na interpretação e aplicação das normas estatutárias e constitucionais convocadas, nem se mostrando verificados os pressupostos da responsabilidade civil extracontratual, improcede o recurso.