Processo 22182/24.6T8LSB.L1-2
Sumário (art.º 663.º n.º 7 do
C. P. Civil):
I – O contrato de prestação de serviço é bilateral, consensual, de duração continuada e não solene, e tem por objeto a execução de uma atividade humana, intelectual ou manual, fungível ou infungível, a que está agregada, em regra, uma contraprestação ou retribuição pecuniária, como pagamento do serviço prestado.
II – O contrato de avença, enquanto modalidade atípica do contrato de prestação de serviço, pode ser definido como aquele que tem por objeto prestações sucessivas no exercício de profissão liberal, com remuneração certa mensal.
III – Ao contrato de prestação de serviço que a lei não regule especialmente são aplicáveis as disposições relativas ao contrato de mandato, por força do disposto no artigo 1156.º do Código Civil.
IV – A representação sem poderes pode assentar na inexistência de procuração, na invalidade da mesma (nulidade ou anulabilidade) ou na respetiva ineficácia.
V – A forma de sanar aquela representação sem poderes é a ratificação, ou seja, o representado recupera o negócio que foi concluído em seu nome, tornando-o eficaz (artigo 268.º n.ºs 1 e 2 do Código Civil).
VI – Nos termos do n.º 2 do artigo 268.º do Código Civil a ratificação tem eficácia retroativa, isto é, salva o negócio desde o momento em que este foi celebrado.
VII – A referenciada ratificação pode ser expressa ou tácita, sendo esta última a que se deduz de factos que, com toda a probabilidade, a revelam.
VIII – Na cessão da posição contratual um dos contraentes em negócio bilateral transmite a um terceiro, por via negocial, com o consentimento do outro contratante, o complexo de direitos e obrigações para si resultantes do referenciado negócio.
IX – No âmbito da imputação do cumprimento, a imputação dos pagamentos é feita sucessivamente de uma das formas que seguem, sendo que a aplicação de uma afasta a pertinência das subsequentes: ou há acordo das partes quanto à imputação do pagamento; não se provando tal acordo, o devedor, no próprio ato de pagamento, pode designar a que dívida se reporta o pagamento; não se provando que o devedor fez tal designação no ato do pagamento, haverá que aplicar o regime supletivo legal do artigo 784.º do Código Civil.
