I - A desconsideração da argumentação do apelante, não é razão ou fundamento para a ampliação do recurso, pois que na realidade não ocorre nova decisão que afecte o apelante.
II - São coisas diferentes deixar de conhecer de questão de que devia conhecer-se, e deixar de apreciar qualquer consideração, argumento ou razão produzido pela parte.
III - A prova tem como função demonstrar a realidade dos factos, porém como se sabe e é notório estamos sempre perante uma dialéctica entre a verdade dos factos tal como eles ocorreram e a verdade que é possível apurar de acordo com as regras do processo e do direito probatório.
IV - O Juiz tem o dever de verificar se a prova pericial requerida é “impertinente”, por não respeitar aos factos da causa ou se é “dilatória”, por o apuramento dos factos da causa não exigir conhecimentos especiais.
V - O direito à prova não é absoluto, está sujeito a limites e excepções. No entanto, estes limites não podem eliminar o direito à prova, pois que se tem de ponderar e levar em conta outros interesses ou valores, que podem determinar se determinada pretensão probatória pode ser ou não deferida.
VI - Haverá que no confronto dos interesses que prevalecer o da descoberta da verdade material dos factos, ou do interesse preponderante, tendo em consideração que somente por tal via poderão ver satisfeitas as suas pretensões por via jurisdicional dos AA..
VII - O RGPD (dados pessoais) aplicável apenas a dados de pessoas singulares, “Os artigos 5.º e 6.º do RGPD devem ser interpretados no sentido de que “na apreciação da questão de saber se a apresentação de um documento que contém dados pessoais deve ser ordenada, o órgão jurisdicional nacional deve ter em conta os interesses dos titulares dos dados e ponderá-los em função das circunstâncias de cada caso concreto, do tipo de processo em causa e tendo devidamente em conta os requisitos resultantes do princípio da proporcionalidade, bem como, em especial, os resultantes do principio da minimização dos dados previsto no artigo 5º, nº 1, alínea c), deste regulamento.”
VIII - Os valores protegidos pelo sigilo bancário são, por um lado, o regular funcionamento da actividade bancária, baseada num clima generalizado de confiança e segurança nas relações entre os bancos e seus clientes e o direito à reserva da vida privada desses clientes.
IX - O dever de sigilo bancário não é absoluto.
X - Este dever de sigilo pode ser dispensado quando, em concreto, se entenda dever prevalecer um interesse preponderante, tal como o da realização da justiça.