I – A correcção de erros ou omissões imputáveis aos sujeitos passivos de que resulte imposto de montante inferior ao liquidado com base na declaração antes apresentada pode ser corrigida;
II – Da apresentação das declarações de substituição não pode resultar a ampliação dos prazos de reclamação, de impugnação judicial ou de revisão do acto tributário, que seriam aplicáveis caso não tivesse sido apresentada a declaração de substituição;
III - É intempestiva a reclamação graciosa contra autoliquidação apresentada para além do prazo de 2 anos, após a entrega da declaração de rendimentos;
IV – Estando em causa actos de liquidação de impostos, por serem actos impositivos, o legislador estabeleceu um conjunto de garantias da sua revisibilidade de modo que cada um contribua para a satisfação das necessidades colectivas, tanto quanto for possível, de acordo com a sua real capacidade contributiva, entre as quais se conta na linha de tutela da legalidade fiscal a garantia adicional que constitui a revisão oficiosa;
V - A ATA tem o poder-dever, à luz do disposto no artigo 52.º do CPPT, de proceder à convolação do procedimento de reclamação em procedimento de revisão do acto de liquidação, sempre que na data em que aquela é apresentada ainda não se tenha esgotado o prazo dentro do qual a revisão oficiosa podia ter lugar;
VI - Tal dever persiste ainda que ocorra a intempestividade da reclamação, já que, para o efeito da verificação dos pressupostos da convolação, apenas é relevante a tempestividade do meio procedimental adequado;
VII – Não obstante o princípio da intangibilidade dos prazos de reacção, quando ocorra a substituição da declaração e rendimentos por erro que decorra de concausalidade deve ser admitida a convolação da reclamação graciosa apresentada antes de decorrido o prazo de 4 anos após a liquidação, para que em sede de procedimento de revisão seja apreciada a situação invocada pelo contribuinte.
I – A correcção de erros ou omissões imputáveis aos sujeitos passivos de que resulte imposto de montante inferior ao liquidado com base na declaração antes apresentada pode ser corrigida;
II – Da apresentação das declarações de substituição não pode resultar a ampliação dos prazos de reclamação, de impugnação judicial ou de revisão do acto tributário, que seriam aplicáveis caso não tivesse sido apresentada a declaração de substituição;
III - É intempestiva a reclamação graciosa contra autoliquidação apresentada para além do prazo de 2 anos, após a entrega da declaração de rendimentos;
IV – Estando em causa actos de liquidação de impostos, por serem actos impositivos, o legislador estabeleceu um conjunto de garantias da sua revisibilidade de modo que cada um contribua para a satisfação das necessidades colectivas, tanto quanto for possível, de acordo com a sua real capacidade contributiva, entre as quais se conta na linha de tutela da legalidade fiscal a garantia adicional que constitui a revisão oficiosa;
V - A ATA tem o poder-dever, à luz do disposto no artigo 52.º do CPPT, de proceder à convolação do procedimento de reclamação em procedimento de revisão do acto de liquidação, sempre que na data em que aquela é apresentada ainda não se tenha esgotado o prazo dentro do qual a revisão oficiosa podia ter lugar;
VI - Tal dever persiste ainda que ocorra a intempestividade da reclamação, já que, para o efeito da verificação dos pressupostos da convolação, apenas é relevante a tempestividade do meio procedimental adequado;
VII – Não obstante o princípio da intangibilidade dos prazos de reacção, quando ocorra a substituição da declaração e rendimentos por erro que decorra de concausalidade deve ser admitida a convolação da reclamação graciosa apresentada antes de decorrido o prazo de 4 anos após a liquidação, para que em sede de procedimento de revisão seja apreciada a situação invocada pelo contribuinte.