Processo 2619/21.7T8VFR.P1
I - A certeza subjectiva da realidade de um facto há-de resultar da conjugação e da apreciação crítica de todos os meios de prova produzidos quanto a esse facto, por forma a verificar a coerência e convergência que possa existir num certo sentido, em direcção ou em sentido oposto ao facto objecto de prova, e a aferir esse resultado convergente em termos de razoabilidade, pertinência e lógica.
II - Não basta para convencer que determinados factos foram mal ou erradamente julgados que o/a recorrente discorde da valoração que pelo/a julgador/a foi feita de cada depoimento no seu conjunto e no confronto com a restante prova produzida, e não apenas dos trechos destacados em sede de recurso e analisados fora do contexto em que se inserem.
III - Os documentos autênticos ou autenticados e os documentos particulares cuja falsidade não tenha sido arguida apenas fazem prova plena, quanto aos primeiros, dos factos nela referidos como praticados pela entidade documentadora, bem como dos factos nela atestados de acordo com as percepções daquela, nomeadamente das declarações emanadas dos intervenientes na presença da entidade documentadora e que nela se encontram reproduzidas e, quanto aos segundos, da autoria das declarações que deles constam.
IV - Um documento autêntico ou autenticado cuja falsidade não tenha sido arguida não faz prova plena da ocorrência dos factos declarados pelos respectivos intervenientes, a não ser daqueles factos declarados que sejam contrários aos interesses dos declarantes e devam considerar-se confessados, com respeito pelo princípio da indivisibilidade da confissão.
V - Igualmente, um documento particular cuja falsidade não foi arguida não faz prova plena da ocorrência dos factos declarados pelos respectivos intervenientes, a não ser daqueles factos declarados que sejam contrários aos interesses dos declarantes e devam considerar-se confessados, com respeito pelo princípio da indivisibilidade da confissão.
VI - Na diferença entre os € 68.380,16€ (incluindo os interesses vencidos à data da propositura da acção) peticionados pela autora e os € 46.975,00 (quarenta e seis mil, novecentos e setenta e cinco euros da condenação, é a autora responsável pelo pagamento das custas correspondente ao decaimento nessa parte, calculado de acordo com uma regra de três simples, sendo as restantes custas devidas em juízo da responsabilidade das rés, por nessa parte não terem obtido ganho de causa, à luz do art. 527º do CPC.

