Processo 992/24.4T9ACB-A.C1-A.S1
I – O recurso extraordinário para fixação de jurisprudência, entre outras exigências, demanda a de que haja identidade de legislação a coberto da qual foram proferidas as decisões em confronto e, por isso, que se perscrute se os Acórdãos em dissídio foram proferidos no âmbito do mesmo acervo legal.
II- Sendo claro que o Acórdão Recorrido foi proferido ao abrigo do Decreto-Lei nº 178/2006, de 5 de setembro – Regime Geral da Gestão de Resíduos –, alterado pelo Decreto-Lei nº 73/2011, de 17 de maio - e com apelo ao plasmado nos artigos 5º e 67º, nº 2, alínea a), e que no Acórdão Fundamento, o que se discutiu foi a aplicação do estatuído nos artigos 5º e 67º, nº 1, alínea a) do dito complexo legal, falha o dito pressuposto.
III – Ademais, inexistindo decisões expressas, aplicando, em oposição, as mesmas disposições legais, relativamente a suporte factual similar / idêntico, nos Acórdãos em confronto – recorrido e fundamento -, não há julgados contraditórios.
IV – O Recurso de Fixação de Jurisprudência, não é o momento próprio para aduzir eventuais inconstitucionalidades.
V - Se alguma mácula de constitucionalidade existiu ao tempo da prolação do Acórdão Recorrido, deveria ter sido no devido momento que essa questão seria de suscitar, intentando-se, na sua sequência, o competente recurso para o Tribunal Constitucional.
VI - O presente mecanismo processual não se destina a apurar / vigiar / sopesar aspetos de constitucionalidade mas sim a fixar jurisprudência e a partir de decisões transitadas em julgado, cujo objeto se mostra fixado e não sindicável pelas vias ordinárias.
